Jogos de empresas realmente motivam a aprender?

Atualizado: Jul 13

O modelo de Educação atual está ultrapassado e a falta de motivação para professores e alunos é evidente. Entenda como os jogos de empresa são peças chaves na solução desse problema.


Poucas pessoas percebem que o problema na educação tradicional é que não trata como devia a vontade natural humana de aprender. Nós temos, todos, muita vontade de aprender – isso é natural dos seres humanos. O que as escolas fazem - ao trabalhar exclusivamente com notas, graduações, diplomas, conseguir emprego - é matar essa sede do saber.


Enquanto éramos crianças tivemos a nossa fase do “porquê”. Era um tal de porque isso, porque aquilo, porque sim, porque não, e de tanto perguntarmos os adultos começam a barrar essa vontade de saber ou, em poucos casos, incentivaram isso dando acesso à informação. Hoje, a resposta quase sempre será “procura no Google”. Afinal, é a ferramenta com informações mais atual que existe e o desejo é que seu filho já se acostume com isso.


Mas, será que é a melhor opção? Não estamos aqui para avaliar isso – os pais que entenderem que esse é a fase da vida em que a criança adquire valores e está construindo os pilares de sua personalidade irão compreender que a resposta não deveria vir de uma página de internet, mas de seus pais. Entretanto, essa não é a nossa questão em discussão aqui.


O que pretendemos demonstrar é que nosso modelo de Educação atual, no início do século XXI, ainda segue o mesmo modelo criado há 800 anos com a instituição da Universidade de Bologna. Ou seja, os professores falam e os alunos escutam. Esse modelo não é compatível com o empoderamento que se dá hoje para as pessoas – elas têm o poder de decidir o que querem aprender e de que maneira. Nesse modelo não oferecemos outra opção que não seja o “aprenda ouvindo” e “aprenda repetindo”.

Professores motivados geram resultados

Na história clássica grega e chinesa, e muitas das mais antigas civilizações ainda existentes, há indícios de que isso foi diferente. Há indícios de que ao adotar uma pessoa como discípulo, um mestre ensinava por meio de questionamentos, de aprender-fazendo, de aprender-errando. Essa prática foi sufocada o longo do tempo.


O resultado dessa abordagem é que passado pouco tempo depois dos exames a fixação do conhecimento adquirido é de menos de um quarto. A capacidade de aplicar o que foi aprendido em outra situação chega a níveis tão baixos que é de se questionar até como a pessoa obteve aquele diploma.


Uma forma de analisar essa questão tem a haver com a motivação para o estudo. O modelo de escola atual propõe que o lado racional dos alunos, ou seja, a sua obrigação por necessidade de estudar, é suficiente para que o aluno aprenda. É sabido que na pedagogia as crianças estão na escola porque seus pais e a sociedade exigem isso – ali, o papel do professor é, entre outros, o de motivar as crianças para a aprendizagem. Quando falamos em adultos – andragogia – é esperado que sua motivação não tenha que vir do professor, afinal ele não está lá porque seus pais mandaram, é uma exigência social e da vida nessa fase de maturidade. Entretanto, nas duas visões didáticas (crianças e adultos) o fator motivação é mal trabalhado.


As crianças deveriam estar na escola e gostar muito de estarem aprendendo e os adultos deveriam estar altamente motivados por estarem obtendo um crescimento pessoal racionalmente identificável. Em ambos, a motivação deveria ser intrínseca, ou seja, vir de dentro de si e não extrínsecas – advindas da pressão social, familiar, ou outra que não seja parte de si mesmo.

Alunos motivados têm resultados

A paixão do aluno foi levada em conta pela primeira vez de forma explícita e sem rodeios pela escola Concept, em Ribeirão Preto-SP. Essa abordagem explícita reflete e é consequência de tudo o que já se faz em muitos países onde a Educação é prioridade da população. Quando as pessoas de um país decidem que o caminho para o desenvolvimento sustentável do país deve considerar, além do ambiente e das questões econômicas, a visão social de forma consequente, não importa a forma de governo, o que importa é realmente efetivar a formação da sociedade a partir do acesso à uma educação coerente com esse anseio de desenvolvimento - aí temos a importância da inovação na formação dos alunos. Assim, métodos já consagrados alternativos à didática tradicional são usados de forma generalizada e entre tantos o uso da aprendizagem vivencial sob diversos nomes, principalmente como uma das modalidades das Aprendizagens Ativas, surgem regularmente.

Motivação pessoal x Motivação profissional

O primeiro curso in company que fiz, como empregado, foi algo que me interessou muito – foi um curso de documentoscopia e grafoscopia bancária – em poucas palavras, técnicas de identificação de fraudes em documentos. Eu me recordo que o meu interesse era muito grande pelo simples motivo de que eu tinha, desde a infância, o hobby de colecionar selos e alguns selos falsificados tinham nenhum valor enquanto algumas falsificações eram valorizadas pela sua qualidade. Identificar os elementos corretos para classificar selos foi algo que me interessou na infância. Ao retomar esse assunto aos 18 anos e com interesse profissional, já que eu iria ocupar a função de caixa bancário, foi algo interessante para mim. O que me chamou a atenção naquele curso foi o desinteresse do restante da turma, que via o curso apenas como uma forma de não serem responsabilizados pelo pagamento de cheques com assinaturas falsas ou aceitar documentação falsa. Ali eu percebi a existência de duas maneiras de motivação e que, décadas depois, identifiquei como intrínsecas (meu desejo pelo saber aquém do uso racional profissional) e extrínsecas (o desejo, também meu, de saber pela necessidade profissional).


Hoje, quarenta anos depois, ainda me recordo de detalhes sobre o curso que dificilmente seriam lembrados por quem não esteve usando essas técnicas durante todos esses anos e, recentemente, uma auditoria que fiz notei a existência de assinaturas de recibos que, apesar de não ter o padrão original da pessoa, me constava como fraude (confirmada depois).


O que se aprende com a motivação intrínseca pode permanecer na memória ativa por décadas, enquanto que o conteúdo baseado na motivação extrínseca permanece ativo no máximo durante o prazo de operação dela. No caso dos estudantes, o conteúdo sai da área operacional da memória após os exames.

Por isso, imaginar que o aluno teve amnésia nas férias não é somente um delírio docente – é uma hipótese com indícios de veracidade. A retenção de conhecimento é seletiva e, se não houver uma motivação intrínseca, será baixa.

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Conclusão

Por esse, e outros motivos, que compreendo que todos os professores deveriam buscar conhecer jogos de empresas. São eles, combustíveis de motivação que com certeza irão contribuir para o seu sucesso e de seus alunos.

Caso tenha interesse em entender, mais afundo, como funciona a metodologia dos jogos de empresas e todos os seus benefícios, entre em contato clicando aqui.

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