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Como aplicar aprendizagem ativa em um mundo de alunos passivos

Atualizado: 19 de jan. de 2021

O pânico tomou conta da sala quando pedi que apanhassem uma folha em branco, sem pauta, e desenhassem o conceito. O papel branco, implacável, assustador causou a insegurança geral. Mas eu queria usar uma estratégia de aprendizagem ativa a qualquer custo com aquela sala de alunos passivos. Eles como que lutavam para não darem um passo adiante e tomar alguma posição. O minute paper pareceu uma boa estratégia, mas mesmo essa estratégia, a mais básica e ridícula de toda minha caixa de ferramentas de aprendizagem ativa, parecia inoperante.

Era uma oitava série, e eu ainda era um professor jovem demais para imaginar algo que não fosse disruptivo. Conhecia várias estratégias, afinal filho de professora sempre tem suas cartas na manga, mas as óbvias seriam muito fáceis e, provavelmente, não iriam funcionar. E, o conceito era o de uma parábola.

A vontade de dar um tiro de canhão na turma me pareceu uma boa ideia e fui avante. Não queria usar esse exemplo, já tinha sido criticado por usar algo destrutivo em uma simulação de palavras na aula de português e não gostei da crítica.

Já desesperado, quase com vontade de sentar e bufar, lembrei-me de Maslow e procurei rapidamente o que faria aquela turma se motivar. Não tinha dúvida que teria que ser algo que os colocasse no poder do aprendizado, isso é aprendizagem ativa e eu acredito muito nessa abordagem. Comecei pelas forças fisiológicas que poderiam motivar os alunos: respiração, comida, água, sexo, sono, homeostase, excreção... não achei nada interessante e até perigoso galgar nessa dimensão.

Resolvi pular as motivações de segurança, afinal ameaçar a segurança dos alunos ou levantar questões motivacionais sobre suas seguranças (corpo, recursos, moralidade, família, saúde) não seriam nada adequadas.

Já pensando mais um pouco, pensei no