A crise econômica da Educação Superior e as estratégias para mercado altamente competitivo

Atualizado: 18 de jul. de 2020

A Educação Superior no Brasil é uma concessão do Estado. Do ponto de vista das faculdades públicas, a sua manutenção tem vem de cofres públicos e os argumentos são os de gestão pública. No segmento privado, há uma crise porque o sustento da indústria vem da venda de serviços, não de uma verba pública. Sendo um mercado no sentido clássico da palavra, há concorrência entre os empresários, assim como qualquer outra indústria. E, o público alvo nesse mercado está com um comportamento que é coerente com o que ocorre nos outros mercados competitivos.


vantagem competitiva na educação superior


A estratégia para mercados competitivos foi analisada pelos pais da ciência da Administração, mas a característica social do mercado educacional do seu impacto social é um diferencial que transforma o serviço entregue (educação) em uma missão crítica para a sociedade porque ela demanda profissionais preparados, mas não entrega os novos alunos com formação suficiente.

Ao mesmo tempo, os novos alunos estão recebendo uma enorme carga cognitiva vinda das inovações tecnológicas que colocaram nas suas mãos (celulares) acesso a toda a base de conhecimento do mundo.

A faculdade deixou de ser a única fonte de conhecimento, mas ainda mantém seu papel de desenvolver pessoas com raciocínio crítico. O que forma o futuro bom profissional, afinal, é ir além da transferência de conhecimento explícito, porque isso é facilmente aprendido por meio das mídias digitais.

Existem 3 estratégias genéricas possíveis para mercados competitivos: competir em preço, competir em qualidade ou diferenciação.


Custo e qualidade no ensino superior
Estratégia de baixo custo ou de qualidade

Quando as faculdades atuam no mercado competindo em preço, a queda de qualidade é inegável. Isso significa menor investimento em atividades mais onerosas e que,