Como não errar sobre a decisão de ter um site

Em todo lugar que você procurar a recomendação é sempre a mesma: tenha um site. E o maior erro na decisão de ter o site é não pensar antes no quanto vai gastar e como irá usar seu tempo e dinheiro. Mas, ter um site é muito mais do que uma decisão, deve ser o resultado de um objetivo. Afinal, um site custa dinheiro e tempo. Se você não estabelecer, antes, o motivo pelo qual o site é necessário, você irá desperdiçar recursos caros. Vamos apresentar a você os motivos que levam a ter um site e quanto isso significa em termos de custo e tempo. Se você é desenvolvedor de sites, esse texto é muito simples – é para quem quer saber o como decidir sobre ter ou não um site.

O objetivo fundamental do seu site é ter presença digital, ou seja, existir na internet – qualquer outro motivo chamado de principal vem depois disso. Nossa discussão está dividida em passo, para facilitar a compreensão: domínio, servidor, hospedagem, criadores de site.

Passo 1 – Domínio

Quando você procura qualquer assunto na internet, você irá clicar em uma página de internet que fica em um domínio. O domínio é aquele nome que vem na linha no topo do navegador. Veja aqui o domínio que você está acessando agora, ele é newis.cool. Se você clicar nele, você irá para a página inicial desse domínio. Em cada domínio existem páginas internas, então se você clicar em newis.cool/blog irá para a página de blog.

Dito isto, que é básico, quanto custa ter um domínio com o nome do seu negócio? Se você fizer sozinho, custará R$ 40,00 por ano. Se contratar uma empresa, ela irá cobrar até R$150,00 por ano e mais um serviço chamado hospedagem que pode variar muito, chegando até a R$ 650,00 por mês (vi esse preço sendo pago por uma empresa essa semana, não é inventado). Então, não é uma decisão tão sem importância assim.

Qual é o problema então? O mínimo que se espera é que seu negócio tenha uma página de internet com seu nome – menos do que isso dá a impressão que seu negócio não é sério. Simples assim.

Então, se você quer gastar pouco, o mínimo seria pagar R$40,00 por ano para a FAPESP, no caso do Brasil, que é o registrador oficial de sites com o final .com.br e outros.

Mas, registrar o domínio não é ter o seu site. Isso é outro passo, como vemos adiante

Passo 2 – Servidor ou hospedagem

Se você quer ter um site, você pode:

  1. pagar para alguém fazer e se você não sabe nada, isso é uma boa opção, ou

  2. fazer você mesmo, o que não é tão difícil assim se você sabe usar Word e PowerPoint, ou

  3. usar um site pronto como modelo e alterar conforme seu negócio.

A opção mais barata é a última, e ela pode sair de graça se foi você mesmo que registrou seu site na FAPESP. O motivo é simples: quando alguém digitar seu domínio assim aprenderfazendo.etc.br a FAPESP irá transferir para um domínio assim: https://titton.wixsite.com/aprender-fazendo. Não tem mágica, nem custo nenhum. O que fiz foi dizer na FAPESP que quando alguém procurar pelo meu domínio, em vez de ir para um servidor (que seria pago e não é barato) ou para alguém que hospede meu site (que também não é tão barato assim), ele encaminha o usuário da internet para esse link que é um site grátis da empresa Wix.

Mas, qual é a consequência disso? O ponto forte é que eu não tenho gasto nenhum além dos R$ 40,00 anuais. E o ponto fraco é que eu fico dependente da Wix, porque toda a estória que eu fizer na internet simplesmente pertence ao wix.com, e sempre que alguém procurar pelo meu aprender-fazendo, o Google irá direcionar para essa página grátis da wix e não para meu domínio. Entendeu?

Para evitar isso, depois que o meu site ficar pronto, eu vou na Wix e passo a pagar cerca de R$ 7,00 por mês para parar de usar a página grátis e passe a fazer com que o meu blog, por exemplo, seja sempre direcionado para uma página no meu domínio e não em uma página grátis.